terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

POETAS DE PALMO E MEIO

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"Se eu fosse uma pulga tonta"

Se eu fosse uma pulga tonta, andava por aí a saltitar
Mordendo toda a gente, que me quisesse tramar.
Começava por picar, aqueles cães a ladrar
Podia ser que os conseguisse calar.
A seguir picava os gatos que se fartam de miar
Pois assim, ia fazê-los parar.
Picava os ladrões que andam por aí a roubar

Pois era uma boa forma de os poder castigar.
Picava os mosquitos, só para lhes fazer ver
Que picadela em mosquito faz mesmo doer.
Picava os políticos que têm a mania de mandar
Em vez de inventar leis, passavam a coçar-se
Picava os mentirosos que estão sempre a mentir
Pois assim não se iam rir.
Picava os lenhadores que as árvores estão a cortar
E desta forma inconsciente, o mundo estão a estragar.
Picava os incendiários, que fogos estão sempre a pegar
Nas nossas belas florestas, que tendem a acabar.
Picava os Benfiquistas, que pensam que vão ganhar
Mas o que eles não sabem, é que o Porto não os vai perdoar.
PIcava os dorminhocos, que andam sempre a dormir
Eles ficavam zangados e eu desatava a rir.
E assim chegava ao fim este dia de picadelas
Havia muita gente a picar e outra história para contar.

_______________ Tiago Alexandre 4º F (texto inédito)

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